Mistério do assassinato de múmia inca resolvido

Mistério do assassinato de múmia inca resolvido
Uma múmia misteriosa parte de coleções alemãs há um século é uma mulher inca que foi morta por um traumatismo forte na cabeça, revela uma nova pesquisa.

Uma nova análise mostra que a múmia era uma mulher inca, que também sofria de uma doença parasitária que engrossa o coração e as paredes intestinais, levantando a possibilidade de que ela foi morta num ritual de assassinato porque ela já estava à beira da morte.

A história começou em 1890, quando a princesa Teresa da Baviera adquiriu duas múmias, durante uma viagem à América do Sul. Uma perdeu-se, mas a outra conseguiu chegar à Coleção Arqueológica do Estado da Baviera, em Munique.

Bombardeamentos e movimentos geográficos destruíram toda a documentação da múmia, desconhecendo-se a sua origem. Para saber mais sobre os restos enigmáticos, arqueólogos investigaram a múmia através de tomografia computadorizada.

Do lado de fora, a cabeça da múmia parece bastante normal, mas os ossos frontais do crânio foram completamente destruídos. Depois da mulher morrer, foi enterrada superficialmente, provavelmente no deserto de Atacama, onde a areia e ar secos rapidamente sugaram todos os fluidos de seu corpo, parando a decomposição e fazendo uma mumificação natural.

Diversas linhas de evidência apontam para origem inca da mulher. Ela tinha uma deformação do crânio, com achatamento da cabeça, facto que é uma característica inca e outras populações da América do Sul.

Testes científicos revelaram que a mulher viveu algures entre 1451 e 1642 DC. A múmia também estava a usar faixas de cabelo feitas de pêlo de alpaca ou de lama - outra indicação da sua origem sul-americana.

Diferentes alimentos contêm diferentes proporções de isótopos de carbono e nitrogênio (átomos do mesmo elemento com diferentes números de nêutrons), por isso a relação entre estes dois isótopos no cabelo da múmia revelaram as suas origens.

Com base nesses isótopos , a mulher provavelmente vivia perto da costa no que hoje é o Peru ou Chile, e tinha uma dieta rica em frutos do mar e milho. Ela estava entre os 20 e 25 anos de idade quando morreu.

Algumas teorias sobre o porquê da mulher ter morrido violentamente são altamente especulativas. Combinada com uma análise de DNA de parasitas retiradas do tecido rectal, os resultados sugerem que a mulher sofria de doença de Chagas, que é causada pelo protozoário Trypanosoma cruzi. Como resultado, ela provavelmente teve problemas com a respiração e digestão.

Uma possibilidade é que ela foi morta num assassinato ritual, assim como aconteceu com outras múmias incas. As conclusões sobre a múmia, que estará exposta na coleção arqueológica do Estado da Baviera, em Munique, até meados de agosto, foram publicados a 26 de fevereiro na revista PLoS ONE. [Livescience]
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