Cientistas apresentam nova visão do núcleo da Terra

Cientistas apresentam nova visão do núcleo da Terra

Cientistas chineses e americanos realizaram estudos que levaram a uma nova visão do núcleo da Terra como região sólida composta por duas partes.


Tal facto pode apresentar uma nova informação sobre a origem de nosso planeta, segundo um relatório publicado hoje (10 de fevereiro) pela revista Nature.

A pesquisa, feita por especialistas da Universidade de Illinois, nos EUA, e de Nanquim, na China, sugere que o núcleo do nosso planeta tem outra região diferente no seu centro.

A equipe de geofísicos acredita que a estrutura dos cristais de ferro seja diferente da que se encontra na parte externa do núcleo interno. Sem serem capazes de perfurar o coração da Terra, os cientistas escutam as vibrações para tentarem descobrir seu conteúdo, através da sismologia.

Desse modo, os especialistas usam os ecos gerados pelos terremotos para estudar o núcleo da Terra mediante a análise da forma em que mudam à medida em que viajam através de nosso planeta.

Liderado por Xiaodong Song, professor da Universidade de Illinois, a equipe aponta que o núcleo interno da Terra, uma região sólida aproximadamente do tamanho da Lua, é composto por duas partes. Os dados da onda sísmica revelam que os cristais de ferro da parte mais interna do núcleo estão alinhados em direção leste a oeste.

Já os que estão no núcleo "exterior" se alinham em direção norte a sul, de forma vertical. "O fato de estarmos descobrindo diferentes estruturas de distintas regiões do núcleo interno pode acrescentar algo para nós sobre a longa história da Terra.

Poderia ser a chave para a evolução do planeta", disse Song. A descoberta aponta que o núcleo interno contém cristais de diferente escala, que se formaram em condições distintas e que o nosso planeta pode ter sofrido uma mudança dramática durante esse tempo.

A esfera central da Terra, que se encontra a mais de 5 mil quilômetros, começou a se solidificar há cerca de um bilhão de anos, e continua crescendo aproximadamente 0,5 milímetro por ano. Por enquanto, o modelo proposto neste trabalho precisa contrastar provas para analisar as propriedades sísmicas do núcleo mais profundo da Terra, segundo concluem os especialistas. [info]
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