Neurocientista descobre ser psicopata ao analisar o próprio cérebro

Neurocientista descobre ser psicopata ao analisar o próprio cérebro
James Fallon, um premiado neurocientista, estava a observar exames de pessoas com graves distúrbios psicológicos quando se deparou com a imagem de um cérebro de psicopata - o seu.

Fallon, professor de psiquiatria e comportamento humano da Universidade da Califórnia, nos EUA, viveu os 58 anos da sua vida a pensar que era um homem bem ajustado, com uma carreira admirável e uma ótima família. 

Ele foi criado por excelentes pais e casou-se com o seu primeiro amor, que conheceu aos 12 anos e com quem teve três filhos. Mas, em 2005, quando Fallon descobriu uma verdade chocante sobre si mesmo, questionou-se acerca da sua própria identidade. 

"Eu estava olhando para muitas fotos, imagens dos cérebros de assassinos misturados com esquizofrénicos, depressivos e até outros normais", disse à revista Smithsonian. Coincidentemente, na mesma época, Fallon também estava envolvido num estudo sobre Alzheimer e realizou exames no próprio cérebro e de outros membros de sua família.

Revisando as imagens do projeto sobre Alzheimer, ele notou a imagem de um cérebro que revelava baixa atividade em partes responsáveis pela empatia, moral e auto-controle, características básicas para o comportamento criminal. Curioso sobre a identidade do paciente, o especialista olhou para o código da imagem e descobriu que se tratava do seu próprio exame.

Ao invés de esconder a notícia desconcertante, decidiu tornar o seu diagnóstico público. Após dar entrevistas sobre o seu caso, Fallons escreveu um livro chamado "O Psicopata no Interior", onde procura explicar como um pai feliz no casamento também pode ser um psicopata com as mesmas características genéticas de assassinatos em série.

Em retrospectiva, a revelação de que Fallon tinha muito em comum com maníacos homicidas não veio como uma completa surpresa: o professor de 58 anos descobriu ter pelo menos 6 assassinos na família do pai. Fallon acredita que, graças à sua educação e apoio de sua família, ele tem sido capaz de canalizar e diminuir as suas tendências psicopatas. 

De acordo com a teoria de Fallon, a sua capacidade de não agir com psicopata está enraizada no amor incondicional que os seus pais lhe deram. "Eu tive uma infância encantada, nunca fui abusado. Ninguém fez nada de ruim o suficiente para me transformar num assassino", disse ele. "Isso mostra que os genes não são uma sentença de prisão". [Smithsonian]
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6 comentários:

  1. É a primeira vez que vejo um psicopata reconhecer-se psicopata. Parece que o nobre neurocientista resolveu, moralmente falando, abrir o jogo sobre suas tendências, e referendou ainda algumas explicações para que pudesse ser visto como um psicopata "consciente".

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  2. Mt bom, 4% da sociedade é sociopata e aposto q ele é um dos poucos q se reconheceu como tal - outro exemplo é o Dexter kkk brincadeira

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  3. Ter tendencias psicopatas não te faz um...

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  4. Este comentário foi removido pelo autor.

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