Sangue eletrónico pode vir a alimentar computadores no futuro

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Sangue eletrónico pode vir a alimentar computadores no futuro
Engenheiros da IBM estão a inspirar-se no cérebro humano, na tentativa de encontrar uma maneira de aumentar a energia dos supercomputadores.

Em menos de duas décadas, os cientistas prevêem que teremos supercomputadores incríveis que possam realizar um trilhão de bilhão de operações por segundo - 300 mil vezes mais do que hoje.

O único problema é que para fazer isso eles usariam mais energia elétrica do que o mundo pode produzir atualmente.

No entanto os cientistas estão agora a aprender com uma máquina que é milhares de vezes mais densa e eficiente do que qualquer tecnologia atual - o cérebro humano.

Os nossos cérebros são tão poderosos porque eles usam a mesma rede de vasos sanguíneos para transportar calor e energia ao mesmo tempo.

A IBM está agora a copiar esta estratégia inovadora, inventando sangue eletrónico - um fluido que é alimentado por uma corrente elétrica e flui para os processadores do computador para esfriar a máquina, enquanto também fornece energia.

A tecnologia está provavelmente a décadas de ser implementada, afirma Bruno Michel da pesquisa IBM em entrevista à CNN Money, mas quando for implementado, poderá diminuir consideravelmente o tamanho dos supercomputadores e torná-los muito mais eficientes em energia.

Os supercomputadores de hoje são enormes - por exemplo, o supercomputador "petaflop", que pode realizar um quatrilhão de operações por segundo, ocupa cerca de metade de um campo de futebol.

O seu grande tamanho deve-se ao facto de eles ficarem tão quentes que as fichas têm de ser espaçadas no corpo da máquina. Mas se eles foram alimentados por este novo sangue eletrónico, os chips podem ser empilhados de forma tridimensional, diminuindo o tamanho dos computadores.

Mas não é só o tamanho dos supercomputadores de hoje que é um problema, o fato de eles estarem a exigir cada vez mais energia é também um problema. De igual forma, os chips geram tanto calor que metade da energia da máquina vai para equipamentos de refrigeração.

Segundo a CNN Money, se a indústria de computação em nuvem global, fosse considerada um único país, seria o quinto maior consumidor de energia no mundo.

De fato, não importa o quão longe a tecnologia avança, o cérebro humano realmente parece ser o melhor modelo que temos para processamento de informações. A natureza ganha novamente. [CNN Money]
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