Vida descoberta em lago antártico 800 metros abaixo do gelo

Vida descoberta em lago antártico 800 metros abaixo do gelo
Pela primeira vez, cientistas descobriram um ecossistema microbiano próspero num dos lagos subglaciais da Antártida, 800 metros sob o lençol de gelo da Antártida ocidental.

A equipa co-liderada por John Priscu da Montana State University, encontrou 4.000 espécies de bactérias metabolicamente ativas unicelulares após a perfuração no lago Whillans.

"A nossa descoberta mostra que a água é o espaço habitável, mesmo que seja em temperaturas abaixo de zero e sem luz solar", disse Priscu à New Scientist.

A água contendo vida foi coletada a 28 de janeiro de 2013, após seis anos de trabalho, e o estudo foi publicado na revista Nature a 20 de agosto de 2014.

A descoberta é uma notícia fantástica para os astrobiólogos que procuram vida no sistema solar. Se as bactérias podem prosperar sob a superfície da Antártida, então talvez possam existir na superfície congelada da lua Europa, de Júpiter, ou até em Marte.

Os cientistas sabiam da existência da água líquida abaixo da camada de gelo da Antártida há mais de 40 anos, mas só recentemente os cientistas começaram a investigar sinais de vida. A perfuração foi realizada utilizando procedimentos científicos avançados.

Os cientistas que perfuraram o Lago Whillans encontraram 130.000 microorganismos em cada mililitro de água. Esta é uma densidade semelhante à dos oceanos profundos ou lagos baixos em nutrientes.

Os organismos sobrevivem sem luz solar através da conversão de amônio em nitrito ou de se alimentarem de metano. Os cientistas concluíram que os organismos devem ter sobrevivido sem energia do Sol entre 120.000 e um milhão de anos.

A equipa espera encontrar vida multicelular, tal como rotíferos, vermes ou tardigrades no futuro. As bolhas de ar sob os lagos significa que o oxigênio não é um fator limitante, mas a baixa taxa de fixação de carbono por micróbios é uma preocupação. [Sciencealert]
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