Planeta parece ser bilhões de anos mais jovens do que realmente é

Planeta parece ser bilhões de anos mais jovens do que realmente é

A NASA anunciou um candidato para algo que os astrônomos têm considerado, mas nunca viram: um planeta rejuvenescido, parecendo bilhões de anos mais jovem do que realmente é.



De acordo com Michael Jura, pesquisador da UCLA e co-aturo do novo artigo que descreve o planeta, quando os planetas são jovens, eles brilham com luz infravermelha resultante da sua formação, mas à medida que envelhecem ficam mais frios e perdem esse brilho.

Assim, um planeta rejuvenescido é aquele que, estando já em final de vida, mostra novamente esse brilho ao ser observado através de telescópios de infravermelho. Os astrônomos criaram um cenário teórico onde isso pudesse acontecer, mas estão ansiosos por saber se ele realmente existe.

Para entender como tal rejuvenescimento poderia ocorrer é importante entender que os planetas de que estamos a falar são gigantes gasosos - como Júpiter - em vez de mundos rochosos como a Terra. A massa destes planetas torna-os potencialmente visíveis ao alcance dos nossos telescópios.

À medida em que as estrelas evoluem desde a fase de gigante vermelha até se tornarem anãs brancas, elas perdem metade da sua massa. Nesse processo, um planeta gigante poderia, em teoria, capturar material suficiente oriundo da estrela para ganhar um novo sopro de vida.

Assim, é de esperar que tais planetas orbitem estrelas que só recentemente se tornaram anãs brancas. Usando um telescópio de infravermelhos da NASA, um estudante de graduação encontrou uma surpreendente quantidade de luz infravermelha proveniente da área em torno de PG 0010 + 280, uma anã branca cuja temperatura sugere que tenha sofrido arrefecimento durante 16 milhões de anos.

No The Astrophysical Journal Letters, Pantoja e co-autores relatam que uma busca por observações anteriores da mesma estrela descobriu que o Telescópio Espacial Spitzer detectou a mesma coisa em 2006, embora ninguém tivesse notado isso na época.

Cerca de 40 anãs brancas têm um halo infravermelho, mas estes eram todos mais velhos do que PG 0010 + 280 e apresentam silício, ferro e outros elementos pesados nas suas atmosferas. Estes elementos vão para o núcleo das anãs brancas, pelo que a sua presença na atmosfera sugere renovação recente.

Os mesmos elementos são comuns em asteróides. Consequentemente, os halos têm sido atribuídos a discos formados a partir dos restos de asteróides desfeitos pelo campo gravitacional extremo em torno de um objeto tão denso como uma anã branca.

No entanto, a atmosfera de PG 0010 + 280 parece ser limpa, favorecendo a teoria alternativa: A luz infravermelha é proveniente de um objeto 1,3 vezes mais largo do que Júpiter e com uma temperatura por volta dos 1000°C (1832°F).

Assim, de acordo com os pesquisadores, esse excesso de infravermelho poderia ser proveninente de um planeta gigante, embora sejam necessárias mais pesquisas para o comprovar. Se tal for confirmado, os cientistas poderam afirmar com segurança que alguns planetas podem sobreviver à fase de gigante vermelha das estrelas e permanecer em torno de anãs brancas.

No entanto, atualmente, esta possibilidade é difícil de testar. Ainda assim, o Telescópio Espacial James Webb, que deverá ser lançado em 2018, poderá vir a ser capaz de dizer se o brilho realmente está a vir de um planeta cuja estrela conseguiu reacendeu o seu brilho interior quente.
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