Ataque à Dengue intensificado por duas novas armas

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As coisas estão a melhorar para os países que lutam contra a dengue, com o desenvolvimento de duas novas ferramentas. A dengue afeta até 100 milhões de pessoas a cada ano em todo o mundo, matando cerca de 22.000. O método de controlo existente é matar os mosquitos que o espalham por pulverização com pesticidas nos seus locais de reprodução (poças estagnadas). No entanto, isto é apenas parcialmente eficaz.

Num estudo clínico envolvendo 4.000 crianças na Tailândia, uma vacina desenvolvida pelo laboratório Sanofi-Pasteur deu alguma proteção contra três das quatro estirpes do vírus da dengue. As crianças produziram anticorpos contra a estirpe em quarto lugar, apesar da resposta não ter sido forte o suficiente para ser uma proteção estatísticamente significativa. Isto significa que, no geral a vacina apenas reduziu o risco de contrair a doença em 30%, não em 70% como esperavam.

A total aprovação dependerá dos resultados de um estudo muito maior, com  31.000 pessoas em 10 países asiáticos e latino-americanos. A esperança é que irá incluir pessoas suficientes para mostrar atividade contra as quatro estirpes.

A segunda ferramenta é um método para limitar a propagação de mosquitos, expondo-os a milhões de machos geneticamente modificados para produzir prole enfraquecida. Num ensaio nas Ilhas Caimão, a população nativa caiu 80% em seis meses. "Esta é uma evidência clara que pode funcionar", diz Luke Alphey, cientista-chefe da Oxitec, a empresa em Oxford, Reino Unido, que gerou os mosquitos.


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