Fungo antigo descoberto abaixo do fundo do oceano


http://www.ciencia-online.net/2013/03/fungo-antigo-descoberto-abaixo-do-fundo.html
A história da vida na Terra está cada vez mais estranha. Pesquisadores relatam que descobriram algas dormentes e uma próspera comunidade de fungos que alimentam de carbono nas profundezas do oceano, em lama com 2,7 milhões de anos de idade.

Evidência genética indica que os fungos mais profundamente enterrados são distintos dos parentes na superfície do planeta, sugerindo que as comunidades de fungos são antigas e isoladas. 

"Encontramos fortes evidências de que os fungos estão vivos e ativos sob o fundo do mar", disse William Orsi, microbiólogo do Instituto Oceanográfico de Woods Hole, Massachusetts, e principal autor do estudo que descreve a descoberta, detalhado online a 13 de fevereiro na revista PLoS ONE.

Abaixo do fundo do oceano vive uma vasta comunidade de vida microbiana só agora começada a ser explorada. Alguns cientistas chamam-lhe "biosfera escura", e vêm o potencial tesouro de novas  drogas. "Os fungos podem produzir muito interessantes compostos naturais, algumas das quais são antibióticos", disse Orsi. "Fungos na biosfera profunda são um recurso inexplorado pela indústria farmacêutica".

Orsi examinou sedimentos perfurados a partir de bacias oceânicas ao redor do mundo para entender melhor a vida microbiana sob o fundo do mar. As amostras variaram entre imediatamente abaixo da superfície do fundo do mar até (48 mt) de profundidade. Em vez de procurar através do lodo de águas profundas por pequenas criaturas, Orsi olhou para trechos de RNA ribossomal (rRNA), um proxy que mostra que os micróbios são metabolicamente ativos.

Em sedimentos mais antigos e profundos, desde o Oceano Pacífico Oriental, os fungos predominam. A comunidade microbiana subterrânea era mais jovem e diversificada mais perto da superfície da lama, com metazoários, protistas e material, ou algas verdes.

Os fungos estão intimamente relacionados com a quantidade de carbono orgânico nos sedimentos, sugerindo que eles contribuem para a reciclagem do carbono no fundo do mar, disse Orsi. "Isso revela um componente adicional do ecossistema que pode contribuir para o ciclo de carbono orgânico", disse ele.

As algas do sedimento profundo apresentam um enigma. Elas são uma espécie de fitoplâncton chamadas diatomáceas, um organismo unicelular comum. O seu material genético indica que os micróbios são latentes, mas poderiam ser reanimados, disse Orsi. "Essa foi uma descoberta inesperada", disse Orsi. "Nós encontramos diatomáceas e ácido nucleico preservados em sedimentos com milhões de anos".
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