Conheça a primeira foto de um planeta alienígena

Conheça a primeira foto de um planeta alienígena
Os astrónomos já detectaram cerca de 1.000 planetas fora do nosso sistema solar, mas pouco se sabe sobre a sua composição. 

Agora, uma nova técnica de imagem do Gemini Observatory's Planet Imager permite aos cientistas obter diretamente imagens desses exoplanetas.

As técnicas de imagens atuais para ver planetas só são capazes de ver gigantes de gás com cerca de três, ou mais vezes, o tamanho de Júpiter. O telescópio espacial Kepler da NASA detectou milhares de pequenos planetas candidatos, mas não pode visualizá-los diretamente.

"Quase nada se sabe sobre a composição dos planetas que o Kepler está a ver", disse Bruce Macintosh, físico da Lawrence Livermore National Laboratory, numa conferência de imprensa hoje (07 de janeiro) na reunião da American Astronomical Society.

Conheça a primeira foto de um planeta alienígena


O Gemini Planet Imager (GPI), um instrumento a 8 metros do telescópio Gemini Sul, no Chile, pode ver exoplanetas no sistema solar exterior de estrelas jovens. O seu objetivo é melhorar o contraste da imagem planetária por uma ordem de magnitude.

O GPI é composto por um sofisticado sistema de óptica adaptativa para remover os efeitos de desfocagem da atmosfera, um coronógrafo que bloqueia a luz de planetas e estrelas, permitindo a visualização com um sensor infravermelho e um espectrógrafo.

O gerador de imagens obteve o seu primeiro resultado a 11 de novembro de 2013 e tem funcionado muito bem, desde então, afirma MacIntosh. Os astrónomos usaram-no pela primeira vez para obter a imagem de um planeta orbitando a estrela Beta Pictoris. 

A imagem levou apenas 60 segundos para ser capturada, um processo que antes levava uma hora. O gerador de imagens também pode obter os espectros de um planeta através da quebra de luz nas suas cores componentes, revelando a composição do planeta e a temperatura da superfície.

As imagens também podem ser obtidas em luz polarizada. O GPI é oito vezes mais sensível do que os sistemas atuais, afirma MacIntosh. A equipa espera lançar os dados publicamente em fevereiro e planeia realizar uma pesquisa em larga escala de exoplanetas no segundo semestre de 2014. [Space]
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