Scans ao cérebro podem detectar se você está apaixonado

Scans ao cérebro podem detectar se você está apaixonado

Depois de fazer scans ao cérebro de 100 alunos, os cientistas conseguiram revelar algumas das mudanças na atividade cerebral relacionadas ao amor. 


Quem estava apaixonado por alguém apresentou um aumento da atividade neuronal em várias regiões do cérebro, incluindo um componente do circuito de recompensa.


De acordo com os pesquisadores, estes resultados ajudam a lançar luz sobre os mecanismos neurais subjacentes ao amor romântico e demonstram que os métodos utilizados podem representar uma forma válida de investigar o amor. O estudo foi publicado na Frontiers in Human Neuroscience.

O que é o amor?


O que é o amor? Essa pergunta não é fácil de responder, mas de acordo com os psicólogos, é "um estado motivacional associada a um desejo de entrar ou manter uma relação estreita com uma outra pessoa específica".


No entanto, isso não fornece informações sobre a biologia subjacente deste intrigante estado, que é conhecido por estar associado a uma variedade de efeitos profundos, tais como euforia, ânsia, obsessão, alterações de personalidade e até mesmo assunção de riscos.

Bases neurológicas do amor


É claro, portanto, que o amor é uma mistura complexa de componentes cognitivos, emocionais e comportamentais, então qual é a base neurológica do amor? Houve uma quantidade crescente de interesse neste assunto nos últimos anos, com vários estudos dedicados a examinar os padrões de atividade cerebral das pessoas apaixonadas.

Embora essas investigações sejam interessantes, eles foram limitadas no fato de apenas olharem para alterações cerebrais associadas a tarefas específicas, tais como olhar para uma fotografia de um ente querido. Assim, permaneceu desconhecido se o amor romântico pode afetar a arquitetura funcional do cérebro, que foi precisamente o que o estudo atual pretendeu descobrir.


Para tal, uma equipa internacional de pesquisadores de instituições da China e dos EUA, matricularam 100 estudantes universitários saudáveis com idades superiores a 18 anos. Os voluntários foram divididos em três grupos com base no seu atual status de relacionamento romântico.

Num grupo foram colocadas as pessoas atualmente apaixonadas, outro grupo foi composto por pessoas que recentemente terminaram um relacionamento e o último grupo foi composto por indivíduos que nunca haviam experienciado amor. Entre esses grupos, não foram encontradas diferenças significativas na idade, escolaridade ou rendimento.

Eles então usaram um fMRI em estado de repouso para investigar a atividade cerebral de todos os participantes enquanto não pensavam em nada, para que os cientistas pudessem obter uma imagem geral da sua arquitetura funcional. Eles descobriram que os que estavam no grupo dos apaixonados apresentava maior atividade em várias regiões, incluindo as envolvidas na recompensa, motivação, emoção e funcionamento social.

Além disso, quanto maior a duração do amor, maior era a atividade observada. Por outro lado, para aqueles no grupo que tinha acabado uma relação, quanto maior a distância temporal do término da relação, menor era a quantidade de actividade nessas mesmas áreas do cérebro.

Apesar destes achados serem certamente interessantes, é necessário notar que o estudo tem algumas limitações importantes. De facto, ele não foi implementado ao longo do tempo, sendo que não sabemos os níveis de atividade cerebral das pessoas antes de se apaixonarem. Além disso, o estar apaixonado é uma classificação subjetiva, dependente dos alunos.
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