Rostos humanos podem ter evoluído para levar socos

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Rostos humanos podem ter evoluído para levar socos
Brigas pré-históricas sem luvas podem ter ajudado a moldar o rosto humano atual. Um novo estudo sugere que os ossos de rostos humanos masculinos evoluíram para minimizar danos causados ​​por socos.

Os pesquisadores afirmam que a concorrência por mulheres, alimentos e outros recursos provavelmente levou os antigos ancestrais a trocar golpes e, consequentemente, a desenvolver a estrutura óssea que ajudaria a protegê-los.

A análise acrescenta uma nova dimensão ao debate em curso entre os antropólogos sobre se os seres humanos tiveram um passado violento, e quanto a violência pode ter influenciado a evolução.

Assista a qualquer luta de boxe, briga de bar ou qualquer outro ataque que coloca os seres humanos uns contra os outros em combate corpo-a-corpo, e é claro que o rosto é geralmente o principal alvo.

Estudos sobre assalto têm mostrado que não é apenas a face o maior alvo, mas também muitas vezes leva o maior dano. Um estudo publicado em 1990 no Journal of the Royal Society of Medicine, no Reino Unido, descobriu que 83% de todas as fraturas sofridas durante um assalto eram faciais.

Se a antiga briga não era nada como o combate corpo-a-corpo atual, os ossos faciais que sofrem o maior índice de fratura em lutas são as mesmas partes do rosto que evoluíram para se tornarem mais robustas nos seres humanos - especialmente comparando aos antepassados ​​australopitecos.

No estudo publicado este mês na revista Biological Reviews, os pesquisadores reviram um grande número de estudos sobre a estrutura facial dos primatas e descobriram que, enquanto os hominídeos evoluíram, a queixada tornou-se maior e mais amplo do que em outros primatas.

De igual forma, as maçãs do rosto tornaram-se maiores e mais grossas, e os ossos ao redor do nariz e dos olhos ficaram mais espessos. Esta hipótese baseia-se no trabalho anterior dos pesquisadores que também sugerem que a anatomia humana é o produto da violência precoce.

Num estudo publicado em 2012 no Journal of Experimental Biology, eles argumentaram que as mãos humanas evoluíram para melhor dar punhos como um meio para o combate. Os punhos não exercem mais poder do que uma palmada da mão aberta, mas protegem os ossos delicados dos dedos.

A estrutura óssea da mão que permitiria a formação de um punho foi vista pela primeira vez há cerca de 4 a 5 milhões de anos. Esta foi a mesma altura em que os seres humanos começaram a desenvolver os ossos da face maiores e mais grossos.

A nova pesquisa desafia uma hipótese com 60 anos de idade, de que a estrutura facial densa de ancestrais humanos evoluíram para ajudá-los a mastigar alimentos duros, como nozes. No entanto, depois de olhar para o desgaste dos dentes de australopitecos, alguns pesquisadores concluíram que a dieta provavelmente continha muito poucos alimentos de difícil mastigação.

Os atuais pesquisadores propõe uma explicação alternativa. Ainda assim, outros antropólogos, como Andrew Kramer, paleontólogo da Universidade de Tennessee, permanecem céticos em relação à nova hipótese e acreditam que a dieta ainda é a explicação mais provável.

Mas para os autores do novo estudo a teoria da dieta clássica não explica por que os homens têm maiores ossos da face e mandíbulas do que as mulheres, porque as dietas para ambos eram muito similares.

A maioria das disputas acontecem entre os homens, o que poderia explicar por que eles têm maiores e mais fortes ossos faciais, e porque os estudos mostram que os músculos da mandíbula em machos são 34% mais fortes do que em fêmeas.

Mesmo a estrutura facial dos humanos modernos dá algum apoio a esta teoria. No seu estudo, os pesquisadores apontam para experiências em que foram mostradas imagens de rostos masculinos às pessoas, que consideraram os rostos mais masculinos como mais atraentes.

Noutra experiência, as características faciais mais masculinas também se correlacionaram com a força de preensão mais forte. Estudos também descobriram que a estrutura facial pode prever a agressão masculina, com ossos faciais mais robustos associados a níveis mais elevados de violência.

Os pesquisadores reconhecem que a hipótese poderia ser transformada, se os pesquisadores encontrassem evidências de que as características como a formação do punho nas mãos e os grandes ossos da face não melhorassem a capacidade de luta dos seres humanos. [Livescience]

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1Comentários
  1. Se existisse uma premiação para as bobagens com ares de ciência que aparecem vez ou outra, este estudo certamente seria indicado ao prêmio.

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