A sua pele pode curar ao cheirar aromas

A sua pele pode curar ao cheirar aromas
Os seres humanos têm cerca de 350 tipos diferentes de receptores olfativos no nariz, que detectam os odores e iniciam um processo de sinalização que, em seguida, chega ao cérebro.

Estes receptores trabalham juntos para nos dar um sentido de cheiro. Mas o nariz não é o único lugar onde os receptores olfativos são encontrados.

Células de outros tecidos do corpo utilizam estes receptores para reagir com compostos químicos, ou odores. De facto, a sua presença nas células da pele pode acelerar a cicatrização de feridas. 

Receptores olfactivos parecem existir em quase todos os tecidos humanos, mas a sua função de detecção de odores fora apenas demonstrada em alguns tipos de células, tais como o esperma, próstata e cólon.

Por exemplo, a ativação dos receptores olfativos no esperma influencia a sua direção e velocidade de natação, enquanto que em células do cólon induz a libertação de serotonina.

Num novo estudo, publicado no Journal of Investigative Dermatology, os pesquisadores descobriram que os receptores olfactivos também podem ser encontrada nos queratinócitos - as células que formam a camada mais externa da pele.

Além disso, verificaram também que a activação destes receptores aumenta a taxa de proliferação e migração destas células para a pele. As células da pele possuem um receptor chamado OR2AT4 que responde ao perfume de sândalo, frequentemente usado em incensos e perfumes.

Os pesquisadores foram capazes de ativar este receptor utilizando Sandalore, um perfume de sândalo sintético.

Utilizando amostras que incluíam células de queratinócitos em pele humana, os pesquisadores descobriram que a activação de OR2AT4 desencadeada uma via de sinal que levava a uma maior concentração de cálcio nas células.

Este, por sua vez conduzia a um aumento na proliferação e migração mais rápida dos queratinócitos - processos que normalmente facilitam a cicatrização de feridas. Experiências com isolado tecido da pele humana confirmaram este efeito de cicatrização de feridas. 

Além do OR2AT4, os pesquisadores verificaram mais um par de membros da família do receptor olfactivo, não só nas células epiteliais de queratinócitos, mas também nos melanócitos - as células produtoras de melanina encontradas na camada inferior da epiderme.

Estes receptores encontram-se também em células de fibroblastos, que também desempenham um papel crucial no processo de cicatrização de feridas. A função destes receptores adicionais é algo que futuramente os pesquisadores pretendem investigar. 

Os resultados até agora mostram que estes receptores olfativos na pele humana têm potenciais benefícios terapêuticos e o mecanismo poderá ser um possível ponto de partida para novos medicamentos e cosméticos.

Sandalore, por exemplo, pode ter utilização potencial como uma pomada tópica que pode ter propriedades anti-envelhecimento ou a acelerar a cura de feridas. Mas antes que isso aconteça, é bom lembrar que as fragrâncias concentradas devem ser manuseados com cuidado. [Livescience]
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