Descoberto fóssil estelar que mostra como eram as primeiras estrelas

Descoberto fóssil estelar que mostra como eram as primeiras estrelas
Um fóssil estelar descoberto revelou novas informações sobre uma espécie há muito tempo extinta de estrelas primordiais, as primeiras estrelas que existiram no universo.

Este grupo, às vezes chamado de estrelas de população III, foi o primeiro a formar-se no início do universo.

Elas forjaram os primeiros elementos mais pesados ​​que o hidrogénio e o hélio, formados no Big Bang.

Posteriormente, essas estrelas explodiram em supernovas, expelindo esses novos elementos que acabariam por ser incorporados na seguinte geração de estrelas.

Modelos de computador sugerem que elas poderiam ter 100 vezes a massa do nosso sol, o que significa que morreram cedo demais para construir qualquer coisa mais pesada do que ferro. Mas também poderiam ser tão leves quanto 10 vezes a massa do sol e viver mais tempo.

Uma vez que atualmente não existem, é difícil saber como essas estrelas eram na realidade. Mas agora temos algumas pistas, vindas de uma estrela chamada SDSS J0018-0939 que parece ter sido criada a partir da poeira deixada para trás pela explosão de uma estrela primordial.

Uma equipa liderada por Wako Aoki, do Observatório Astronómico Nacional (NAO) do Japão, analisou os diferentes elementos na casca exterior da estrela, fornecendo algumas pistas sobre como a misteriosa população III viveu e morreu.

"É um pouco como uma impressão digital de DNA", diz Volker Bromm, da Universidade do Texas, nos EUA. "Este estudo responde à questão geral de como a idade das trevas cósmicas terminou", acrescentou.

A estrela fóssil, que foi descoberta através da utilização do telescópio Subaru da NAO, no Havaí, parece conter uma boa quantidade de ferro, mas pouca quantidade de metais mais pesados, como estrôncio e bário.

Ela também tem muito mais elementos pares do que ímpares. Tais características indicam que as estrelas da população III tiveram curta duração, pois a construção de elementos mais pesados ​​e ímpares é um processo mais lento.

Isso significa que elas eram, provavelmente, maiores do que pensávamos – centenas de vezes mais massivas do que o nosso sol. Nesse sentido, a mãe da estrela SDSS J0018-0939 tinha cerca de 140 vezes a massa do sol.

Esse enorme tamanho significa que a estrela provavelmente deve ter tido uma explosão termonuclear 10 a 100 vezes mais poderosa do que as supernovas típicas atuais. Tal explosão pode ter sido brilhante o suficiente para ser vista pelo Telescópio Espacial James Webb.

Esse telescópio digital, que será lançado em 2018, irá procurar por rastos das primeiras estrelas do Universo. Mas não é uma certeza absoluta que a estrela fóssil tenha sido formada dos restos de uma única supernova, diz John Wise, do Instituto de Tecnologia da Geórgia, nos EUA.

Ao invés disso, ela poderia conter a poeira de algumas supernovas. "É interessante porque é diferente de qualquer uma das outras estrelas pobres em metais que temos descoberto na Via Láctea", afirma o pesquisador [HypescienceNewScientist]
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