Detectado impacto colossal fora do sistema solar

Detectado impacto colossal fora do sistema solar
Astrónomos avistaram os destroços de uma colisão gigantesca em torno de uma jovem estrela distante.

Trata-se de um marco que pode lançar luz sobre como os planetas rochosos do nosso próprio sistema solar se formaram há muito tempo.

Os pesquisadores detectaram um enorme disco de detritos empoeirado em torno de uma estrela semelhante ao sol chamada NGC-2547 ID8, que fica a cerca de 1.140 anos-luz da Terra, na constelação de Vela.

A nuvem foi provavelmente gerada quando dois blocos de construção planetários bateram um no outro há apenas dois anos, disseram os cientistas.

"Esta é a primeira detecção de um impacto planetário fora de nosso sistema solar", disse o principal autor do estudo Huan Meng, da Universidade do Arizona, nos EUA.

Além disso, NGC-2547 ID8 tem a mesma massa e tamanho do Sol, e somente 35 milhões de anos - a mesma idade que o sol tinha quando impactos semelhantes estavam a construir a Terra, Marte e outros planetas rochosos do nosso sistema.

Meng e seus colegas estudaram NGC-2547 ID8 usando o Telescópio Espacial Spitzer, da NASA e diversos instrumentos terrestres diferentes. Modelagem de computador sugere que o impacto deu-se entre dois grandes objetos rochosos - Grandes asteróides ou protoplanets.

O impacto gerou uma nuvem gigantesca de vapor que condensou em pequenas esférulas de silicato, que foram, por sua vez divididas em pó por colisões subsequentes. Essas partículas de poeira são tão pequenas que foram rapidamente expulsas do sistema pela pressão da radiação estelar. 

Meng e seus colegas estão confiantes de que esta interpretação da surpreendente descoberta é a correto. "Eu não posso imaginar outra coisa que pudesse produzir tanta poeira em tão pouco tempo" disse Meng. 

Os astrónomos já detectaram discos de detritos em torno de outras estrelas antes, mas esses discos têm sido principalmente estruturas estáveis ​​semelhante ao cinturão de asteróides. "Esta é a primeira vez que realmente vemos um disco de detritos", disse Meng.

"A implicação é que estamos a testemunhar o rescaldo de um impacto enorme", acrescentou. Tais impactos podem ser destrutivos ou construtivos, dizem os pesquisadores. Às vezes, os objetos destroem-se, mas, por vezes, algomeram-se para construir algo maior. 

Observações do Kepler da NASA sugerem que planetas rochosos são comuns por toda a galáxia da Via Láctea. Por que, então, os astrónomos não têm visto muitos discos de detritos como o agora descoberto em NGC-2547 ID8?

O novo estudo, que foi publicado online a 28 de agosto na revista Science, sugere uma resposta: Os discos desaparecem de forma surpreendentemente rápida, sendo que se tem que ter muita sorte, ou ser muito persistente, para detectar um. 

Sem qualquer reposição de impactos secundários, "esta poeira vai desaparecer em um ou dois anos", disse Meng. [Space]
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