A tecnologia a favor do conhecimento

A tecnologia a favor do conhecimento
Artigo escrito por Rebeca Fernandes
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A utilização de laptops, celulares, tablets e o aumento no acesso a internet estão cada vez mais frequentes dentro das salas de aula por parte dos alunos.


Em um mundo cada vez mais globalizado, as novas tecnologias permitem acesso rápido à informação e a interação online através das redes sociais.

Para a professora Léa da Cruz Fagundes, coordenadora de pesquisa do Laboratório de Estudos Cognitivos (LEC) da Universidade Federal do Rio Grande do Sul (UFRGS) e especialista no tema, a utilização de computadores é essencial para mudar a cultura do ensino nas escolas. "Os recursos digitais podem ajudar a aprendizagem e o desenvolvimento de habilidades e competências de um futuro cidadão digital", afirma.

Os jogos também se mostram como opções de dinâmica de ensino. Em 2013, uma escola de Estocolmo, na Suécia, foi destaque na mídia por incluir um jogo online como disciplina curricular obrigatória

Os educadores da instituição afirmam que o Minecraft, jogo parecido ao Lego por permitir construções em blocos, trouxe noções de planejamento e estimulo a criatividade aos alunos. Apesar da idéia de usar jogos como ferramenta principal de aprendizado, o método continua sendo muito discutido por educadores do mundo todo e, ao mesmo tempo, muito desconhecido.

Atualmente há projetos e estudos sobre a utilização de jogos na aprendizagem, conduzidos por pesquisadores de instituições respeitadas como Harvard, MIT (Massachusetts Institute of Technology), Georgia Tech, Universidade de Wisconsin-Madison, Carnegie Mellon, Oxford, Universidade de Copenhagen entre outras.

Também há o interesse de estudos em diversas companhias privadas e laboratórios de pesquisa, que estão dando legitimidade ao assunto e apontam os jogos de aprendizagem como tendo grande potencial para atingir a geração atual de "nativos digitais", ou seja, todos aqueles já acostumados com vídeo games, e-mail, chat, telefones celulares e outras tecnologias interativa.

A tecnologia também ajuda a quem não tem disponibilidade em estudar regularmente. Para quem mora longe ou não tem condições ir às aulas todos os dias em uma instituição de ensino, a Educação a Distância (EAD) se torna uma alternativa. A modalidade de ensino usa ambientes virtuais, chats, fóruns e e-mails para unir professores e turmas.

As experiências no ensino a distância no país começaram no início do século 20, com cursos profissionalizantes por carta, rádio e, mais tarde, pela TV. Só com a internet e a banda larga, eles se tornaram viáveis na graduação e na pós. Outra modalidade que tem aproveitado muito bem o EAD são os cursos para concursos, que auxiliam aqueles que desejam ingressar no serviço público.

O ensino EAD é uma modalidade de aprendizado onde a comunicação se dá em tempos e locais distintos. Devido a isso, são necessárias tecnologias avançadas para atender as necessidades da educação à distância. Apenas recentemente começaram a apostar na EAD como uma saída para suprir a demanda por formação superior no país.

Benefícios no estudo à distância:


Flexibilidade

O aluno consegue programar o seu estudo com maior flexibilidade de horários. Além disso, o ambiente de estudo é ele quem decide, ficando a vontade para estudar onde julgar mais apropriado.

Redução dos custos


Os cursos à distância eliminam os gastos de locomoção que o aluno teria em um curso presencial e, em geral, esses cursos são mais baratos que os presenciais.

Inclusão social


A EAD promoveu uma democratização do ensino ao romper as barreiras sociais, culturais e econômicas. Os alunos de cursos a distância tem uma formação adaptada à atualidade, com a utilização de tecnologias e recursos multimídia para promover o ensino.

Seja como agregador, ou como a própria sala de aula, a existência da  influencia da internet nos meios de ensino é indiscutível, e o ajuste das atuais metodologias de ensino é uma mudança que ainda está engatinhando, e terá que se apressar, pois combater a tecnologia na sala de aula será tentar prorrogar o inevitável.

Artigo escrito por Rebeca Fernandes
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