Múmia encontrada escondida dentro de antiga estátua de Buda

Múmia encontrada escondida dentro de antiga estátua de Buda

A estátua de um Buda chinês sentado revelou uma surpresa escondida, nomeadamente a múmia de um monge que viveu há cerca de 1.000 anos atrás.


A múmia pode ter sido um monge budista respeitado que, após a morte, era adorado como um ser iluminado, disse Vincent van Vilsteren, curador de arqueologia do Museu Drents na Holanda, onde a múmia (dentro da estátua do Buda) esteve em exposição no ano passado.

O segredo escondido na estátua pintada a ouro foi descoberto pela primeira vez quando os preservacionistas começaram a restaurar a estátua há vários anos.

Mas os restos humanos não foram estudados em detalhe até os pesquisadores fazerem exames e recolherem amostras de tecido da múmia, no final do ano passado. A estátua misteriosa está agora em exposição no Museu de História Natural Húngaro em Budapeste.

História misteriosa


A estátua de papier-mâché, que tem as dimensões, a grosso modo, de uma pessoa sentada e está coberta de verniz e tinta de ouro, tem uma história sombria. Provavelmente foi alojada num mosteiro no sudeste da China durante séculos.

Eventualmente pode ter sido contrabandeada do país durante a Revolução Cultural, um período tumultuado da agitação social na China comunista, a partir de 1966, quando o presidente Mao Zedong exortou os cidadãos para a apreensão de bens, para desmantelar os sistemas educativos e para atacar instituições culturais.

Múmia encontrada escondida dentro de antiga estátua de Buda


A estátua foi comprada e vendida novamente na Holanda e, em 1996, um proprietário privado decidiu corrigir as rachadelas que afetavam o exterior pintado a ouro. No entanto, quando o restaurador removeu a estátua da sua plataforma de madeira, reparou em duas almofadas estampadas com texto chinês colocado sob os joelhos das estátuas.

Quando tirou as almofadas, descobriu restos humanos. A múmia estava sentado sobre um tapete têxtil coberto com texto em chinês. Os pesquisadores utilizaram isótopos radioativos de carbono para determinar a idade da múmia, tendo descoberto que a mesma provavelmente viveu durante o século 11 ou 12, enquanto o tapete era cerca de 200 anos mais velho.

Em 2013, os pesquisadores realizaram uma tomografia computadorizada da múmia no Hospital Universitário de Mannheim, na Alemanha, revelando os restos em detalhes sem precedentes. Numa varredura de acompanhamento no Centro Médico Meandro, em Amersfoort, na Holanda, os pesquisadores descobriram que o que eles pensavam ser tecido pulmonar na verdade consistia em minúsculos pedaços de papel com texto chinês sobre eles.

O texto encontrado com a múmia sugere que ele era um monge Liuquan de elevado estatuto, que pode ter sido adorado como um Buda, ou um professor que ajudava a trazer a iluminação após a sua morte. As múmias deste período são bastante comuns na Ásia. Por exemplo, pesquisadores na Mongólia encontraram recentemente um monge mumificado com 200 anos ainda na posição de lótus, a postura meditativa tradicional de pernas cruzadas. [Livescience]
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