Blazar distante visto em raios gama pela primeira vez (com video)

Blazar distante visto em raios gama pela primeira vez (com video)
A primeira medição de raios gama de uma lente gravitacional irá abrir novos caminhos para a pesquisa, incluindo novas formas de estudar os buracos negros, afirmou a NASA na passada segunda-feira.

Uma lente gravitacional é um tipo de telescópio natural que ocorre devido a um alinhamento cósmica raro que permite que a gravidade de um objecto de massa dobre e amplifique a luz proveniente de uma fonte mais distante.

O Telescópio de Grande Área de Fermi, da NASA (LAT) fez as observações iniciais que levaram às medições de raios gama da lente gravitacional em setembro de 2012. 

O LAT detectou uma série brilhante de erupções de raios gama de uma fonte de luz distante, B0218 +357, que é classificada como um blazar. Um blazar é um tipo de galáxia ativa conhecida pelas suas emissões intensas e comportamento imprevisível. 


No centro do blazar fica um buraco negro supermassivo. Como a matéria é sugada para dentro do buraco negro da galáxia blazar, alguma é disparada para fora do curso, viajando na direção oposta quase à velocidade da luz.

Entre este blazar e a Terra fica uma outra galáxia. Qualquer luz que vemos na Terra do blazar deve primeiro passar pela galáxia, formando assim uma lente gravitacional. 

A galáxia entre a Terra e o blazar provoca com que, de forma leve, o blazar distorça e dobre para dois caminhos diferentes, o que faz com o blazar em segundo plano apareça como duas imagens nos telescópios na Terra.

Numa semana a usar o LAT para estudar o blazar, a equipa de pesquisadores identificou três episódios de explosões que mostram atrasos de reprodução de 11,46 dias. 

"Ao longo de um dia, uma dessas explosões pode iluminar o blazar por 10 vezes em raios gama, mas apenas 10 por cento em luz visível e rádio, que nos diz que a região emissora de raios gama é muito pequena em comparação com aqueles com menor emissão de energias", disse o membro da equipa, Stefan Larsson, astrofísico da Universidade de Estocolmo, na Suécia.

Estas observações de raios gama "podem ​​ajudar a fornecer novos insights sobre o funcionamento de jatos de buracos negros poderosos e estabelecer novas restrições sobre as quantidades cosmológicas importantes, como a constante de Hubble, que descreve a taxa de expansão do universo", disse a NASA em comunicado. [Nature World News]
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