Pessoas preferem choques eléctricos a estar sós

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Pessoas preferem choques eléctricos a ficar sozinhos
Cientistas revelam que ser deixado sozinho com os seus pensamentos é profundamente desagradável e as pessoas preferem experiências dolorosas como choques eléctricos.

As pessoas preferem choques eléctricos do que serem deixadas sozinhas, sem nada para fazer, de acordo com um estudo publicado na revista Science por uma equipa da Universidade da Virgínia, nos EUA, liderada pelo psicólogo Timothy Wilson.

No seu primeiro estudo, os cientistas recrutaram centenas de alunos de graduação e membros da comunidade e pediram-lhes para se sentarem sozinhos num quarto durante 6 a 15 minutos de. 

Alguns foram convidados a pensar sobre uma coisa em particular, como o planeamento de férias, enquanto outros não receberam nenhum aviso de pensamento.

No fim da experiência os participantes classificaram a experiência numa escala de nove pontos. Metade achou tratar-se de uma experiência desagradável e muitos descreveram-na como chata.

"Entramos nisto a pensar que não seria tão difícil para as pessoas se divertirem", disse Wilson. "Temos esse enorme cérebro recheado de memórias agradáveis​​, e temos a capacidade de construir fantasias e histórias. Realmente pensamos que as pessoas gostariam".

Os cientistas decidiram levar o estudo um pouco mais longe. Se as pessoas odiavam ficar sozinhas para pensar e fariam quase qualquer coisa para escapar de dentro das suas próprias cabeças, talvez fossem procurar activamente experiências negativas.

Eles repetiram a experiência inicial e colocaram um botão na sala que o participante poderia pressionar para receber um choque eléctrico.

Mesmo que a cada participante tenha sido dito que iriam receber dinheiro se evitassem o choque eléctrico no início da experiência, 67% dos homens e 25% das mulheres optaram por carregar no botão como forma de passar o tempo.

"Eu acho que a nossa mente está construída para se engajar no mundo", disse Wilson. "Então, quando nós não lhe damos alguma coisa para se concentrar, é mais ou menos difícil saber o que fazer", concluiu. [Sciencealert]

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