Cancro do colo do útero: Sintomas, Tratamento e Prevenção

Cancro do colo do útero: Sintomas, Tratamento e Prevenção

O cancro do colo do útero, afeta e mata milhões de mulheres em todo o mundo. Conheça os sintomas, o tratamento e a prevenção do cancro do colo do útero.


Os fatores de risco


A maioria dos tipos de cancro do colo do útero são causados ​​pelo papilomavírus humano (HPV), uma doença transmissível de forma íntima, sendo que os fatores de risco para o cancro do colo do útero, ou cancro cervical incluem:

  • Múltiplos parceiros íntimos: Pessoas com mais parceiros íntimos têm uma maior chance de adquirir HPV.
  • Atividade íntima precoce: Pessoas que têm relações numa idade precoce aumentam o risco de HPV.
  • Outras infecções transmissíveis: Ter outras DSTs, incluindo clamídia, gonorréia, sífilis ou HIV/SIDA, aumenta o risco de ter HPV.
  • Sistema imunológico fraco: A maioria das mulheres que têm HPV não desenvolve cancro cervical, mas as que têm sistemas imunitários fracos são mais propensas a desenvolver o cancro.
  • Fumar cigarros: Fumar, juntamente com uma infecção por HPV, pode aumentar o risco de cancro cervical.


Sintomas


Infelizmente, a maioria das mulheres com cancro de colo do útero são assintomáticas até que o cancro tenha avançado. Nesse ponto, as mulheres podem experimentar sangramento após as relações, que pode ocorrer até mesmo após a menopausa ou em alturas incomuns do ciclo menstrual. Corrimento excessivo também pode acontecer.


À medida que o cancro progride, as mulheres podem sentir dor na região pélvica - os ossos que envolvem o útero. Essa dor pode parecem ocorrer sem motivo, ou pode aparecer durante as relações íntimas.

Diagnóstico e testes


Tradicionalmente, o Papanicolau é o principal método para testar o cancro cervical. Durante este teste, são recolhidas e analisadas células do colo do útero. As mulheres são aconselhadas a começar a fazer testes de Papanicolau aos 21 anos, e repetir o teste a cada dois ou três anos, se forem pacientes de baixo risco. Já pessoas na categoria de alto risco podem ser rastreadas anualmente.

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Em mulheres com idade superiores a 30 anos, um teste mais recente, chamado teste de DNA do papilomavírus humano (HPV), pode determinar se a infecção por uma "estirpe de alto risco" está presente. Por outras palavras, pode alertar o médico para as células anormais que possam tornar-se cancerosas.

Se as células cancerosas estiverem presentes, testes adicionais são necessário para confirmar o diagnóstico e determinar o quão longe o cancro já se espalhou. Primeiro, o médico pode utilizar um colpóscopo como uma lupa para procurar as células anormais no colo do útero. Uma biópsia pode ser necessária para remover e analisar uma pequena área mais profunda de células cervicais.

A tomografia computadorizada (TC) e a ressonância magnética (MRI) também ajudam os médicos a fazer um diagnóstico mais correto, mostrando se o cancro está limitado ao colo do útero ou se já se espalhou para outros tecidos e órgãos do corpo da mulher.

O tratamento e medicação


Se detectado precocemente, o tratamento consiste em retirar as células cancerosas através de uma biópsia, ou uma cirurgia. Em alguns casos, as mulheres podem ser submetidas a uma histerectomia - a remoção de todo o útero. Se o cancro estiver presente em todo o colo do útero, ou se tiver metástases a espalhar-se para além do ponto de origem, vários tratamentos diferentes podem ser necessários.

A histerectomia é frequentemente realizada e algumas pacientes podem até mesmo exigir uma histerectomia radical em que parte dos gânglios linfáticos nas proximidades também são removidos. Para destruir as células cancerígenas remanescentes, são usadas radioterapia e quimioterapia. Por exemplo, um agente de quimioterapia comum é a Cisplatina.

No processo de matar as células cancerosas, estes tratamentos podem ser muito prejudiciais para as células normais, por isso é que existem muitos efeitos colaterais debilitantes associados à sua utilização. Alguns dos efeitos colaterais da quimioterapia incluem a náusea e a perda de cabelo. Ioga, meditação, uma dieta saudável e exercício físico podem também ajudar as pessoas a lidar com a doença.

Prevenção


Duas vacinas, comercializadas como Gardasil e Cervarix, protegem contra as estirpes mais comuns de HPV. Ambas são indicadas para a prevenção do cancro do colo do útero em raparigas de 11 e 12 anos de idade, assim como em mulheres entre os 13 e os 26 anos que nunca foram vacinas.

Além dessas vacinas, as mulheres ainda têm que ser rastreadas, mesmo que recebam a vacina contra o HPV. Os especialistas recomendam que todas as mulheres com mais de 21 anos de idade, e as mulheres mais jovens que sejam intimamente ativas, falem com um médico sobre o agendamento de exames de Papanicolau regulares. [Livescience]
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